A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (7), em Alagoas, a Operação “Átropos”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar o sistema previdenciário e lavar dinheiro. A ação contou com o apoio do Núcleo de Inteligência da Previdência Social (NUINP).
As ordens judiciais expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal de Alagoas autorizaram o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, a quebra de sigilo bancário de oito investigados e o afastamento cautelar de um servidor do INSS, apontado como o principal articulador do esquema.

De acordo com as investigações, o servidor manipulava o sistema da Previdência Social para liberar benefícios indeferidos ou cancelados, alterar datas de requerimento e gerar pagamentos retroativos elevados.
Ele também incluía advogados como procuradores sem a documentação exigida, permitindo que terceiros sacassem os valores de forma irregular.
O prejuízo estimado à Previdência até o momento é de R$ 1.090.895,36, mas a PF ressalta que o dano real pode ser ainda maior, já que alguns benefícios fraudulentos permanecem ativos e continuam gerando pagamentos mensais.
As diligências da operação ocorrem nos municípios de Coruripe, Porto Real do Colégio e Arapiraca.
Durante as ações em Arapiraca, os agentes ainda lavraram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra um homem flagrado mantendo animais silvestres em cativeiro sem autorização.
Segundo a Polícia Federal, o servidor suspeito foi afastado de suas funções para evitar novas fraudes e garantir a integridade da investigação, que segue em andamento.
*Com assessoria




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