
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal encerrou seu contrato de gestão com o Banco de Brasília, mas por falta de caixa não recebeu os R$ 8,4 bilhões de depósitos judiciais custodiados pelo BRB. O calote levanta dúvidas sobre o futuro desses recursos e de mais cinco estados, incluindo Alagoas, que contrataram os serviços do Banco de Brasília.
O Banco Central deu novo ultimato para o BRB solucionar um rombo de R$ 14 bilhões em suas contas sob pena de intervenção e possível liquidação. Somados os mais de R$ 3 bilhões de Alagoas e recursos de outros estados, o BRB tem R$ 30 bilhões de depósitos judiciais sob sua guarda, com risco de calote o que tem preocupado o governo federal.
Em Alagoas a notícia elevou a tensão entre os integrantes da cúpula do Tribunal de Justiça do Estado, mas ninguém fala nada e o silêncio predomina. O desembargador Fernando Tourinho, responsável pela assinatura do contrato com o BRB, e o atual presidente do tribunal, Fábio Bittencourt, fizeram pacto de silêncio sobre o caso.
Enquanto isso, os verdadeiros donos dessa montanha de dinheiro – autores de processos judiciais envolvendo créditos tributários, disputas trabalhistas, ações de cobrança e outras questões – vivem na incerteza de receberem seus direitos e na dúvida sobre quem será responsabilizado por eventual calote bilionário.
Os tribunais que trocaram a solidez do Banco do Brasil e da Caixa pelo frágil BRB para gerir bilionários depósitos judiciais e folhas de pagamento de servidores alegam que esses contratos têm o aval do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas o bom senso desaconselha o gestor público a trocar o certo pelo duvidoso em busca de alguns dólares a mais.
Fonte: ExtraAlagoas


